sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Medo

Durmo. Sonho contigo e acordo com a realidade. A solidão que me acompanha na minha jornada em busca pela infelicidade não facultativa.

Ao me aproximar, prendo a respiração. Minha boca fica seca e muda, muda pelo medo que não se mede, mas pelo medo de mudar o meu mundo, a minha dor. Medo do futuro e medo que o futuro chegue.

Medo. O pior medo que se tem. Não é o medo do escuro nem o medo de monstros debaixo da cama, é o medo de ficar eternamente no escuro com o monstro do arrependimento, sem ninguém em minha cama. O medo de te beijar e o medo de não te beijar, juntos pelo medo de te perder.

Medo. O medo do vício de amores comprados para abafar meu lamento abafado em seios desnudos e baratos.

Medo. O medo do fim da noite, quando se tem que dormir e encarar o teto do meu quarto. O medo de lembranças e de arrependimentos, coisas que fiz e que deixei de fazer. O medo de me arrepender de novo. O medo de decepcionar. O medo de ser decepcionado. O medo de viver sem prazer. O medo de viver sem te ter. O medo de viver sem viver.

4 comentários:

deborahtabosa disse...

vc ta mt gay hj! kkkkkkkkk

Karla Hack dos Santos disse...

Medo e arrependiometo são uma mistura perigosa!

Belo post!

;D

M!sunderstood disse...

Caramba, você escreve muito bem.

Aliás, uma outra coisa que me chamou muito a atenção foi o nome do seu blog. Estou te seguindo aqui, se puder, retribui.

Um beijo, um ótimo final de semana

M!sunderstood

Infinito Particular disse...

Adorei a parte mais que real:..."O pior medo que se tem. Não é o medo do escuro nem o medo de monstros debaixo da cama, é o medo de ficar eternamente no escuro com o monstro do arrependimento..."

"O medo de viver sem viver"...essa eu vou roubar...